Concurso TRT RS 2026: banca sai em breve, 374 cargos vagos e salário até R$ 16 mil

Cais do Porto em Porto Alegre, sede da 4ª Região da Justiça do Trabalho Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT RS)

Concurso TRT RS 2026: banca sai em breve, 374 cargos vagos e salário até R$ 16 mil | Wilson Tavares

O concurso mais esperado do Sul começou a andar de vez: o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT 4), que atende todo o Rio Grande do Sul, já tem comissão organizadora formada desde dezembro de 2025 e caminha para o próximo passo decisivo, o anúncio oficial da banca organizadora. Segundo o noticiário especializado, esse anúncio deve sair "em breve", e a Fundação Carlos Chagas (FCC) é a favorita disparada, já que foi ela quem organizou o último concurso do tribunal, em 2022.

O tamanho do certame anima quem já estuda para a área trabalhista. O Portal da Transparência do próprio TRT 4 registra, em 2026, 374 cargos vagos: 102 de Analista Judiciário e 272 de Técnico Judiciário. Mesmo que o edital não ofereça todas essas vagas de imediato, o número mostra a demanda real por servidores e sustenta a expectativa de um concurso robusto, com forte cadastro de reserva. Os salários iniciais, já com o reajuste de 8% que passou a valer em julho de 2026, chegam a R$ 16.041,21 para o Analista.

Neste artigo, você vai encontrar o mapa completo do que se sabe até agora: em que fase está o concurso, o perfil da banca provável, os cargos e as especialidades cobrados historicamente pelo TRT 4, salários, benefícios, requisitos, cronograma projetado, formato das provas da FCC, avaliação de títulos e um FAQ com as dúvidas que mais chegam pelos meus canais.

Concurso em movimento! O TRT 4 (RS) já tem comissão organizadora desde dezembro de 2025 e o anúncio da banca deve sair em breve. A FCC, que fez o concurso de 2022, é a mais cotada. O edital anterior vigora até outubro de 2026, então o edital novo só é publicado após esse prazo.

Resumo rápido: comissão formada, banca a caminho

ItemDetalhe
ÓrgãoTribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT 4)
AbrangênciaTodo o estado do Rio Grande do Sul
SedePorto Alegre (RS)
Situação atualComissão organizadora formada (dezembro de 2025), presidida pela desembargadora Ana Luíza Heineck Krüger; banca preliminarmente definida
Banca provávelFundação Carlos Chagas (FCC), organizadora dos concursos de 2009, 2011, 2015 e 2022
CargosAnalista Judiciário (nível superior) e Técnico Judiciário (nível superior)
Cargos vagos hojeEntre 346 e 374 (comissão valida o número final), sendo cerca de 102 Analista e 272 Técnico, segundo o Portal da Transparência
Salário inicialAté R$ 16.041,21 (Analista Judiciário)
RegimeEstatutário (Lei 8.112/90)
Vigência do concurso anteriorAté 16 de outubro de 2026
Previsão de edital novoApós outubro de 2026, provavelmente ainda em 2026 ou início de 2027

Sobre o TRT 4: a Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região é o órgão da Justiça do Trabalho responsável por julgar os conflitos entre trabalhadores e empregadores em todo o Rio Grande do Sul. Está sediado em Porto Alegre e conta com Foros Trabalhistas e Varas do Trabalho espalhados por dezenas de municípios gaúchos, de Caxias do Sul e Pelotas a Passo Fundo, Santa Maria, Novo Hamburgo, Rio Grande e a região metropolitana da capital.

É um dos maiores e mais movimentados TRTs do país. O Rio Grande do Sul tem forte base industrial, comercial e de serviços, o que gera um dos maiores contenciosos trabalhistas do Brasil. Por isso o TRT 4 mantém um quadro amplo de servidores e magistrados e é conhecido entre concurseiros como um dos destinos mais cobiçados da carreira judiciária no Sul.

O órgão é federalizado, integra o Poder Judiciário da União e segue os regramentos do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na prática, isso significa que a estrutura de cargos, o Plano de Cargos e Salários (PCS) e o regime jurídico são os mesmos aplicados a todos os TRTs do país, com pouquíssima variação regional. Quem estuda para o TRT 4 estuda, na essência, para qualquer TRT.

Por que todo mundo aposta na FCC

A Fundação Carlos Chagas é uma das bancas mais tradicionais do Brasil e domina historicamente a organização de concursos do Judiciário Trabalhista. No TRT 4, a relação é de longa data: a FCC organizou os concursos de 2009, 2011, 2015 e 2022, este último com prova aplicada em 10 de julho daquele ano. Com esse histórico, a banca já aparece preliminarmente definida nas etapas internas do tribunal e é a favorita disparada para a oficialização. A comissão organizadora, presidida pela desembargadora Ana Luíza Heineck Krüger, conduz agora os estudos preliminares e a validação do quantitativo de vagas. Ainda assim, vale o alerta: enquanto o contrato não é assinado, a banca não está confirmada.

Apostar na FCC tem uma vantagem enorme para quem começa agora: o candidato do TRT 4 herda um material de estudo praticamente pronto. São as provas do próprio TRT 4 (2022), somadas às provas dos TRTs irmãos organizados pela FCC nos últimos anos, todas seguindo o mesmo padrão. Quando falamos em padrão FCC, estamos falando de:

  • Prova objetiva de múltipla escolha em 5 alternativas (A, B, C, D, E).
  • Questões literais, cobrando a redação exata da lei e da jurisprudência sumulada.
  • Uso pesado de súmulas do TST, Orientações Jurisprudenciais (OJs) da SDI-1 e SDI-2 e súmulas vinculantes do STF.
  • Enunciados curtos e diretos, sem os grandes casos práticos que o Cebraspe costuma cobrar.
  • Cobrança forte de legislação seca: CLT, CF/88, Regimento Interno do TRT 4, Lei 8.112/90 e Lei 11.416/06 (PCS dos servidores do Judiciário da União).
Dica do Wilsinho Não espere o edital para começar. Pegue a prova da FCC no TRT 4 de 2022 e resolva questão por questão. Depois, expanda para TRT 6 (2022), TRT 22 (2022) e TRT 14 (2022). Você vai enxergar o jeito FCC de perguntar antes de abrir o primeiro PDF de teoria, e isso vale meses de vantagem.

Cargos vagos, vagas e cadastro de reserva

O TRT 4 ainda não anunciou o número de vagas do próximo edital. O que existe hoje é o dado do Portal da Transparência: 374 cargos vagos na estrutura do tribunal, sendo 102 de Analista Judiciário e 272 de Técnico Judiciário. Esse número não é a oferta do edital, mas é o melhor termômetro da demanda por servidores e explica o otimismo com um concurso de bom porte, com forte cadastro de reserva (CR).

Vale lembrar que o edital de 2022 ofertou poucas vagas imediatas mais amplo cadastro de reserva, e ainda assim resultou em mais de 500 servidores nomeados ao longo da validade. É o padrão do Judiciário: o TRT convoca ao longo de todo o prazo de vigência (2 anos, prorrogáveis por mais 2), o que faz do CR uma das apostas mais valiosas do concurso. Abaixo, as especialidades que o TRT 4 historicamente oferece, com base no edital anterior:

Analista Judiciário (nível superior)

EspecialidadeSituação típicaEscolaridade exigida
Área JudiciáriaMaior número de vagasBacharel em Direito
Área AdministrativaVagas + cadastro de reservaNível superior em qualquer área
ContabilidadeCadastro de reservaCiências Contábeis + CRC
Tecnologia da InformaçãoVagas + cadastro de reservaSuperior em TI ou correlata
Engenharia Civil / ArquiteturaCadastro de reservaEngenharia Civil ou Arquitetura + CREA/CAU
Engenharia ElétricaCadastro de reservaEngenharia Elétrica + CREA
Engenharia de Segurança do TrabalhoCadastro de reservaEngenharia + especialização em Segurança
EstatísticaCadastro de reservaEstatística + CONRE
Medicina (Clínica, do Trabalho, Cardiologia, Psiquiatria)Cadastro de reservaMedicina + CRM e especialização

Técnico Judiciário (nível superior)

EspecialidadeSituação típicaEscolaridade exigida
Área AdministrativaMaior número de vagasNível superior em qualquer área (novo modelo do Judiciário)
Tecnologia da InformaçãoVagas + cadastro de reservaNível superior em TI ou correlata
Enfermagem do TrabalhoCadastro de reservaEnfermagem + COREN e especialização

Os Técnicos Judiciários concentram a maior parte dos cargos vagos: 272 postos, contra 102 de Analista. Isso é típico do Judiciário Trabalhista, em que a maior parte da máquina de apoio (secretaria de vara, execução, arquivo, atendimento) é composta por Técnicos. A especialidade Área Administrativa, tanto em Analista quanto em Técnico, é a que costuma reunir o maior volume de vagas e de inscritos.

Atenção, mudança recente Desde a Lei 14.456/2022 e resoluções do CNJ/CSJT, o cargo de Técnico Judiciário no Poder Judiciário da União passou a exigir nível superior em qualquer área para a Área Administrativa. O que era "nível médio" na década passada agora é "nível superior" na porta de entrada. Fique atento a isso ao ler o edital: o cargo continua se chamando Técnico, mas o requisito subiu.

Salários e benefícios

Os cargos do TRT 4 são regidos pela Lei 11.416/2006, que trata do Plano de Cargos e Salários dos servidores do Poder Judiciário da União. Os valores abaixo já incorporam o reajuste de 8% que passou a valer em 1º de julho de 2026:

CargoSalário inicial (jul/2026)
Analista Judiciário (todas as especialidades)R$ 16.041,21
Técnico Judiciário (todas as especialidades)R$ 9.776,74

Além do salário-base com a Gratificação Judiciária, a carreira oferece o Adicional de Qualificação (AQ), que premia pós-graduação e passou a pagar valores expressivos a partir de 2026:

Adicional de qualificação (a partir de 2026)Valor mensal
DoutoradoR$ 3.857,75
MestradoR$ 2.700,43

E ainda incidem auxílios e benefícios significativos sobre a remuneração:

BenefícioObservação
Auxílio-alimentaçãoPago mensalmente a todos os servidores
Auxílio pré-escolarPor dependente até 6 anos
Auxílio-saúde (per capita)Ressarcimento parcial de plano de saúde
Auxílio-transporteConforme deslocamento
Adicional de qualificação por treinamento1% por curso (até 3%)

Na prática, um Analista Judiciário recém-empossado com mestrado e um dependente pequeno ultrapassa com folga a marca de R$ 20 mil brutos por mês. Um Técnico Judiciário na mesma situação passa dos R$ 12 mil. Não à toa é um dos concursos mais disputados do Rio Grande do Sul.

Carreira e progressão no Judiciário

A carreira de servidor do Judiciário da União é uma das mais estruturadas do serviço público brasileiro. O Analista e o Técnico Judiciário do TRT 4 seguem o mesmo desenho de progressão:

  • Classe A (padrões 1 a 5): fase inicial, com progressão a cada 12 meses.
  • Classe B (padrões 6 a 10): consolidação da carreira.
  • Classe C (padrões 11 a 13): topo da carreira, com vencimento bem maior que o inicial.
  • Nas transições de padrão 5 para 6 e de 10 para 11, o servidor precisa cumprir requisitos de tempo e de desempenho.

Além da progressão vertical, há funções comissionadas (FC-1 a FC-6) e cargos em comissão (CJ-1 a CJ-4). Na prática, um Analista Judiciário que assume a chefia de uma Secretaria de Vara pode acrescentar vários milhares de reais ao contracheque, e um Diretor de Secretaria chega perto dos R$ 25 mil mensais.

Dica do Wilsinho Quem entra como Analista Área Judiciária tem trajetória natural para assessoria de Desembargador, uma função comissionada de altíssimo padrão remuneratório. Se o seu foco é o teto de carreira, essa é a especialidade com melhor perspectiva dentro do TRT.

Requisitos por cargo

Cargo/EspecialidadeEscolaridadeRegistro profissional
Analista, Área JudiciáriaBacharelado em DireitoNão exige OAB
Analista, Área AdministrativaNível superior em qualquer curso
Analista, ContabilidadeCiências ContábeisCRC
Analista, TISuperior em TI ou correlato
Analista, Engenharia Civil / ArquiteturaEngenharia Civil ou ArquiteturaCREA / CAU
Analista, Engenharia ElétricaEngenharia ElétricaCREA
Analista, EstatísticaEstatísticaCONRE
Analista, MedicinaMedicina (com especialização quando exigida)CRM
Técnico, Área AdministrativaNível superior em qualquer área
Técnico, TINível superior em TI ou correlato
Técnico, Enfermagem do TrabalhoEnfermagem + especializaçãoCOREN
Atenção, Analista Área Judiciária Diferente de concursos de MP, Defensoria e Advocacia Pública, o Analista Judiciário Área Judiciária não exige OAB. Basta o diploma de bacharel em Direito. Isso baixa a barreira para muitos concurseiros do Direito que ainda não passaram no Exame de Ordem.

Cronograma provável do concurso

A comissão organizadora foi formada em dezembro de 2025 e já trabalha nos estudos preliminares (definição de vagas, projeto básico e contratação da banca). O passo seguinte é o anúncio oficial da banca. Um detalhe importante segura o calendário: o edital anterior do TRT 4 vigora até 16 de outubro de 2026, e o tribunal só pode publicar o novo edital após o encerramento dessa vigência. A projeção mais provável, à luz de outros concursos da FCC no Judiciário Trabalhista, é a seguinte:

Dezembro de 2025
Formação da comissão organizadora do concurso do TRT 4.
Segundo semestre de 2026
Anúncio e contratação oficial da banca (FCC é a favorita) e início dos trabalhos técnicos.
16 de outubro de 2026
Encerramento da vigência do concurso TRT 4 anterior (2022).
Fim de 2026 / início de 2027
Publicação do edital novo (previsão), após o fim da validade anterior.
Janela típica de 30 a 60 dias para inscrições.
2027
Aplicação da prova objetiva (previsão) e, para Analistas, prova discursiva no mesmo dia ou no dia seguinte.
Ao longo de 2027
Divulgação dos resultados, homologação e primeiras nomeações.
Atenção, datas oficiais Ainda não há edital publicado. As datas acima são projeções com base no calendário típico da FCC em outros TRTs e no fim da vigência do concurso anterior. Só considere datas oficiais quando o TRT 4 publicar o edital no Diário Oficial.

Fluxograma das etapas

A FCC costuma seguir um modelo enxuto em concursos do Judiciário Trabalhista: prova objetiva, discursiva (para Analista), avaliação de títulos (para Analista) e checagens finais. Não há TAF, avaliação psicológica ou curso de formação para os cargos administrativos. A projeção mais provável é esta:

1
Inscrição
Site da banca, taxa única por cargo.
2
Prova objetiva
Eliminatória e classificatória, para todos os cargos.
3
Prova discursiva
Apenas para Analista, eliminatória e classificatória.
4
Avaliação de títulos
Apenas para Analista, classificatória.
5
Heteroidentificação
Para candidatos cotistas negros.
6
Avaliação biopsicossocial
Para candidatos PcD, análise de compatibilidade.
7
Comprovação de requisitos
Diplomas, registros e documentação exigida.
8
Perícia médica
Exame de aptidão para o exercício do cargo.
9
Homologação e nomeação
Convocação por classificação e lotação.

Provas e estilo FCC

O padrão FCC para concursos do Judiciário Trabalhista é bastante estável. A prova objetiva se divide em Conhecimentos Básicos (comuns a todos os cargos) e Conhecimentos Específicos (variam por especialidade). Para Analista, há ainda uma prova discursiva. A projeção mais provável, com base em concursos anteriores da FCC em TRTs, é:

Prova objetiva: distribuição típica

Bloco Disciplinas Analista Técnico
Conhecimentos Básicos Língua Portuguesa 15 questões 20 questões
Conhecimentos Básicos Raciocínio Lógico-Matemático 5 questões 10 questões
Conhecimentos Básicos Noções de Direito Constitucional 5 questões 5 questões
Conhecimentos Básicos Noções de Direito Administrativo 5 questões 5 questões
Conhecimentos Específicos Bloco por especialidade 30 questões 20 questões
Total de questões 60 questões 60 questões

Para Analista Judiciário, Área Judiciária, o bloco de Conhecimentos Específicos costuma cobrar Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho, Direito Constitucional aprofundado, Direito Administrativo aprofundado, Direito Civil, Direito Processual Civil e, mais recentemente, Direito Previdenciário voltado ao FGTS e à contribuição previdenciária sobre a folha.

Atenção, pesos A FCC, historicamente, aplica peso maior nas questões de Conhecimentos Específicos. Em concursos recentes de TRT, cada questão de específicas valeu 2 pontos e cada questão de básicas valeu 1 ponto. Só o edital confirma, mas planeje sua distribuição de horas com essa proporção em mente.

Prova discursiva (só Analista)

O modelo mais comum da FCC no Judiciário Trabalhista traz duas questões discursivas: uma peça processual (petição, sentença, decisão ou parecer, dependendo da especialidade) e uma redação técnica ou questão teórica sobre o conteúdo específico. Para Analistas de outras áreas, geralmente são duas questões dissertativas sobre o conteúdo da especialidade.

Atenção, critério de convocação A FCC costuma corrigir a discursiva apenas dos candidatos melhor classificados na objetiva. Em concursos anteriores, foram corrigidas as discursivas dos primeiros classificados por especialidade na ampla concorrência, com listas específicas para PcD e cotistas negros. O edital do TRT 4 vai definir o número exato, mas o corte da objetiva será, na prática, o filtro mais duro do concurso.

Avaliação de títulos (Analistas)

Apenas para os cargos de Analista Judiciário, a FCC costuma aplicar uma etapa classificatória de avaliação de títulos. Os pontos são somados à nota final e podem decidir posições em concursos apertados. O modelo mais recorrente é:

Alínea Título Valor unitário Valor máximo
A Doutorado em área correlata 3,00 3,00
B Mestrado em área correlata 2,00 2,00
C Especialização (mín. 360h) em área correlata 1,00 1,00
Total máximo (somando os três) 6,00 pontos

Na prática, quem tem uma especialização de 360h em Direito do Trabalho, Processual do Trabalho ou Administração Pública sai na frente. Mas atenção: a maior parte dos concursos FCC exige que a titulação esteja concluída, com diploma ou certificado emitido, na data da entrega dos títulos.

Classificação final

Nota final Técnico: Nota da prova objetiva (peso único).
Nota final Analista: Nota da objetiva + nota da discursiva + pontos de títulos.

A ordem de classificação é gerada pela nota final somada, respeitados os critérios de desempate previstos no edital. A FCC costuma priorizar, nessa ordem: candidatos com maior idade (Estatuto do Idoso), maior nota em Conhecimentos Específicos, maior nota em Língua Portuguesa, e o sorteio como último critério.

Dicas de preparação

1. Comece pela prova do TRT 4 de 2022. É o material mais fiel ao que vem por aí. Resolva a prova inteira, depois amplie para TRT 6 (2022), TRT 22 (2022), TRT 14 (2022) e TRT 3 (2024). Você vai perceber que o padrão de cobrança se repete e que boa parte da preparação é fixar o jeito FCC de perguntar.

2. Priorize Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. São os pesos-pesados da prova de Analista Área Judiciária. Estude a CLT e o Código de Processo Civil em paralelo, porque a FCC ama cobrar subsidiariedade: o CPC aplicado ao processo do trabalho.

3. Súmulas do TST são obrigatórias. A FCC não perdoa quem não sabe a redação exata. Monte um caderno próprio de súmulas e OJs da SDI-1 e reveja pelo menos 20 por semana. Priorize as súmulas mais recentes e as que sofreram incorporação (IN).

4. Não subestime Português. Em provas da FCC, Português costuma ser o algoz de quem não pontua. Interpretação de texto, coesão, regência, concordância e reforma ortográfica são os temas recorrentes. Reserve pelo menos 3 horas semanais.

5. Raciocínio Lógico não é matemática pura. A FCC pede lógica formal (proposições, tabelas-verdade, equivalências), sequências, análise combinatória básica, probabilidade e problemas com regra de três e porcentagem. Um bom curso de RL para banca resolve.

6. Regimento Interno do TRT 4. Muita gente esquece, mas o edital vai cobrar dispositivos do Regimento Interno do próprio Tribunal. Baixe o RITRT4 no site oficial e estude os capítulos sobre competência das Turmas, das Seções e do Órgão Especial.

7. Use o cadastro de reserva a seu favor. Se você é de especialidade que provavelmente só terá CR, não desanime. Analistas de Contabilidade, Estatística e das áreas de engenharia são chamados dentro do prazo de validade em quase todos os TRTs. Estar na lista já garante o direito de nomeação enquanto o concurso vigora.

8. Estabeleça uma rotina de simulados quinzenais. A partir dos 4 meses antes da prova, faça pelo menos um simulado completo a cada 15 dias. Cronometre. Refaça a estatística: em quais disciplinas você acerta 90%, em quais fica em 60%, e direcione o estudo à segunda lista.

Dica do Wilsinho A janela até a prova provavelmente é de 12 a 18 meses. É tempo suficiente para chegar preparado, e é tempo demais para procrastinar. Estruture já os próximos meses com foco em teoria + questões e reserve a reta final para revisão + simulados. Quem começa agora, com a comissão já formada, entra pela porta da frente.

Perguntas frequentes

Qual é a banca do concurso TRT RS (TRT 4)?

Ainda não foi oficializada, mas já está preliminarmente definida nas etapas internas do tribunal. A Fundação Carlos Chagas (FCC), que organizou os concursos de 2009, 2011, 2015 e 2022, é a favorita disparada para conduzir o novo certame. A oficialização depende da assinatura do contrato.

Quantas vagas o concurso do TRT 4 vai oferecer?

O número ainda não foi anunciado. O que se sabe é que o Portal da Transparência registra 374 cargos vagos (102 de Analista e 272 de Técnico Judiciário), o que sustenta a expectativa de um concurso de bom porte, com forte cadastro de reserva.

Qual é o salário inicial no TRT 4?

Com o reajuste de 8% que passou a valer em julho de 2026: Analista Judiciário R$ 16.041,21 e Técnico Judiciário R$ 9.776,74. Com adicional de qualificação e auxílios, os valores brutos passam de R$ 20 mil (Analista) e R$ 12 mil (Técnico).

Quando o edital será publicado?

Não há data oficial. Como o concurso anterior do TRT 4 vigora até 16 de outubro de 2026, o edital novo só pode sair após esse prazo, com previsão realista para o fim de 2026 ou o início de 2027.

O cargo de Técnico Judiciário exige nível superior?

Sim. Desde a Lei 14.456/2022 e resoluções do CNJ/CSJT, o cargo de Técnico Judiciário, Área Administrativa no Poder Judiciário da União passou a exigir nível superior em qualquer área. É diferente do modelo antigo, em que bastava o ensino médio.

Analista Judiciário, Área Judiciária exige OAB?

Não. Basta o diploma de bacharel em Direito. Diferente de MP, Defensoria e Advocacia Pública, o Judiciário Federal não exige inscrição na OAB para o cargo de Analista.

Vale a pena estudar por provas de outros TRTs?

Vale, e muito. A FCC organizou concursos em quase todos os TRTs do país nos últimos anos. A prova do próprio TRT 4 (2022), somada às do TRT 6, TRT 22, TRT 14 e TRT 3, é o material mais próximo do que o novo concurso deve cobrar.

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